domingo, 1 de abril de 2018

O MEU GRANDE PROBLEMA COM I AM MICHAEL



 (Este filme, infelizmente, é baseado em uma história real)

   Assisti esses dias um filme que ansiava muito para assistir, chamava-se I am Michael. I am Michael conta a história do Michael Glatze (James Franco), que era um homem gay assumido e vivia a sua vida com o Bennet (Zachary Quinto). A partir daqui, a “crítica” terá spoilers, então se está lendo só para saber a minha opinião sobre o filme: go ahead.



 Até aí está tudo bem na verdade, por que é muito interessantes vermos jornadas de ativismo, como em Milk: A voz da igualdade, que trata do mesmo assunto, ativismo gay. Além disso, em Milk, que é um filme muito bom, temos também o James Franco, então por que, de um filme tão bom, veio uma decepção tão grande como I am Michael? As vezes penso que o James Franco tem uma certa obsessão com filmes gays na verdade, pareceu muito que ele não leu o roteiro do filme antes de fazê-lo, o que me é muito estranho, já que ele tem sim muita influência em Hollywood, ou seja, tem liberdade de escolha. Mas como eu ia dizendo antes, o filme seria ótimo se falasse do ativismo do Michael, que na verdade, foi importante para a comunidade LGBT em geral, mas a vida do Michael não foi essa né. Ele encontrou Jesus Cristo rapaziada. E começou a atacar os gays (momentos). Eu sinceramente fiquei mais irritada a cada momento enquanto assistia.



 O James Franco, desde o inicio do filme, parece interpretar propositalmente algum tipo de estereótipo gay, uma voz fina (porém muito cínica) que narra o filme inteiro. Parece muito que o Michael tem uma aura diferente dos outros personagens, tanto que eu só peguei raiva dele, não dos personagens da igreja. Na verdade eu não tenho problema nenhum com os personagens da igreja, o meu problema com o Michael foi mais o que ele fez depois de entrar para a igreja. Não julgo o Michael se ele disse que entendeu que  não era gay, o maior problema mesmo foi ele chegar pro ex namorado dele e chamá-lo de pecaminoso, isso não é uma coisa que se faça, mesmo que se acredite. O Michael não tem uma história digna de ser contada, e sim uma história de hipocrisia e intolerância, hipocrisia não pela sua “revelação”, mas sim pelo que ele fez depois dela, e sinto que o James Franco não deve nem ter lido o roteiro de I am Michael antes de aceitar o papel.

segunda-feira, 26 de março de 2018

I dreamed a Dream (Les Miserábles cover)







Este é um cover meu de Os Miseráveis, qualquer dúvida ou comentário comentem no youtube por favor!

segunda-feira, 12 de março de 2018

Saudades

Nossa, que saudade de escrever aqui. Saudade de ter um roteirinho para escrever as coisas mesmo que o blog nem faça sucesso algum. Saudades de escrever sobre tudo e qualquer coisa que eu assistisse ou lia. Saudades de ter um computador pra escrever. Saudades de ter tempo. Tempo. Quanto tempo faz que eu postei pela primeira vez aquele primeiro texto. Muito. Saudades.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Perdão

Perdão
Não posso aceitar
Enquanto sentamos aqui
Enquanto assistimos nossos filmes
Enquanto comemos a nossa comida
Pessoas morrem

Perdão
Não posso ser a mesma
Quero ajudar
Brancos, negros
Judeus, ciganos
Cristãos, Muçulmanos
Homossexuais, Asiáticos

Perdão
Quero ajudar vocês
Crianças vazias que andam pelos corredores
Pessoas pedindo algo que muitas das vezes não podemos dar
Amor

Perdão
Quero tirar o que tenho e o que não tenho
Quero dar a vocês
Filhos da terra
Todos iguais

Perdão
Peço isso por todos
Todos que as vezes não entenderam ou ignoraram
A dor alheia

Perdão
Por todos que o machucaram
Que foram gatilho para algo maior

Perdão
Por todo o preconceito
Pelo ódio
Pela intolerância

Perdão,
Mas peço que não se desesperem
O mundo ainda tem salvação
Somos frutos de um só
Respiramos o mesmo ar
E o vento que bate aqui
Alguma vez bateu aí

Os ares quentes de verão ainda virão
Mesmo com todas as dificuldades
Mesmo com todo o sofrimento
O mundo ainda continua a girar

Todos sentimos
Alguns mais, alguns menos
Alguns fingem não sentir
Alguns bloqueiam o sentimento
Mas todos sentimos

Todos somos filhos de alguém
E neste mundo tem espaço para todos
Não precisamos passar a perna
Não precisamos odiar

O amor basta

sábado, 13 de maio de 2017

TEORIA THE OA: TERIA PRAIRIE MENTIDO OU NÃO?

 The OA é uma série cheia de mistérios, que mesmo com o fim da primeira temporada, acabou deixando várias dúvidas aos fãs, e a maior delas, talvez seja se a Prairie mentiu ou não.
  Uma das coisas coisas que mais fortalecem as teorias de que a Prairie mentiu sobre as coisas que aconteceram com ela durante o seu cativeiro é a presença de uma caixa, aparentemente recém-chegada,  da Amazon, cheia de livros que de certa forma se encaixariam na história em que Prairie contou. Este lado da teoria também diz que algumas pessoas que ficam em cativeiro criam histórias envolvendo elas mesmas para lidar com a dor, o que poderia ter sim acontecido com a Prairie. 
  E tem a outra teoria, que diz que não, a Prairie não estava mentindo e aqueles livros foram implantados em sua casa pelo seu psicologo, que seria um agente do FBI implantado, para pesquisar sobre os anjos como a Prairie, o que faria mais sentido, já que Prairie, antes de ser cega, só deve ter aprendido o alfabeto russo. Apoio a teoria de que Prairie não sabia ler em inglês (ou o alfabeto ocidental), e somente em braile e em russo. 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

GAROTA, INTERROMPIDA

  Garota, Interrompida é, entre todos que já vi em toda a minha vida, o meu filme preferido. Eu resolvi fazer um post sobre ele por que: primeiro: Acabei de o assistir novamente e, segundo: Poucas pessoas que eu conheço assistiram este filme, então eu acho justo enaltece-lo.
  O filme conta a história da Suzanna Keysen (interpretada pela Winona Ryder), que foi diagnosticada com o transtorno de Bordeline ( ou transtorno de personalidade incerta) após tentar suicídio. Ela foi recomendada a ir ao hospital psiquiátrico de Claymore, receberia o tratamento necessário. Lá, ela conhece pessoas com todos os tipos de transtornos psicológicos, mas a que mais se destacou foi a Lisa (Angelina Jolie), que era uma sociopata que já estava indo e voltado para aquele hospital faziam oito anos. A personagem dela não é exatamente má, ela somente diz a verdade a todos, sem se importar com as consequências.
  O filme tem uma trilha sonora fantástica, e as músicas que mais me chamaram a atenção foram "How to Fight Loneliness" do Wilco e "The End of The World", da Skeeter Davis. Aprecio muito a atuação da Winona Ryder como a Suzanna, da Angelina Jolie como Lisa, da Whoopi Goldberg como a Valerie e da Eliabeth Moss como a Polly. Todas foram fantásticas, e fizeram o filme ser tão cativante.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

RESENHA: DESVENTURAS EM SÉRIE: UM MAU COMEÇO

   Já que faz um tempo que a série do Netflix foi lançada, resolvi começar, finalmente, a ler a série de livros. Os livros contam a história dos Baudelaire, que são três irmãos filhos de um casal muito rico. Eles são bem unidos, e tem que provar ainda mais desta união quando seus pais acabam falecendo em um incêndio que reduz a sua casa a cinzas. Eles passam uma noite com o Sr.Poe e a sua família. O Sr.Poe era o encarregado de tomar conta da fortuna dos Baudelaire até que Violet, a mais velha do trio, que tinha 14 anos de idade, alcançasse a maior idade. Sr. Poe agiu rapidamente e logo encontrou alguém para ser o tutor das crianças. O nome dele era Conde Olaf, e é, provavelmente o personagem mais conhecido da história. Ele era um homem velho e estranho que não era bem visto na região. No quarto que providenciou para as crianças havia somente uma cama, uma caixa de papelão (que era usada como guarda-roupa) e uma porção de pedras (sabe-se Deus por que aquilo estava lá). Conde Olaf fazia Violet e Klaus (que eram os mais velhos) trabalharem duro, até que Conde Olaf pedisse a eles para fazerem o jantar para ele e a sua equipe teatral. Os três órfãos Baudelaire foram até a casa da vizinha, a Juíza Strauss, que tinha uma biblioteca, para olhar os livros de culinária. Resolveram fazer macarrão à puttanesca, mas o Conde Olaf cismou que havia pedido rosbife, causando uma pequena confusão. Quando a trupe teatral dele finalmente foi embora, Conde Olaf os mandou para as suas camas, e quando Klaus alegou que só havia uma cama para os três irmãos, recebeu um tapa na cara. Indignados, as crianças foram logo atrás do Sr.Poe, exigindo algum tipo de providência. Ele alegou que alguns pais, tutores ou responsáveis tem métodos mais rígidos de educar, nomeando isto de In Loco Parentis.
   Logo após a visita, Sr.Poe telefonou ao Conde Olaf, que além de reagir de uma forma inesperada (os tratando bem e os presenteando com tortinhas de amora), os convidou para uma das peças de teatro. O nome da peça era "O casamento Maravilhoso", em que ele se casaria com Violet, tendo Klaus e a pequena Sunny como somente platéia do casamento. Está peça inesperada causou desconfiança em Klaus, que foi até a biblioteca da Juíza Strauss ler livros sobre matrimônios e heranças, construindo a teoria de que a peça seria somente um disfarce para que Violet realmente se casasse com o Conde Olaf, já que quem celebraria o casamento na peça seria a própria Juíza Strauss. Ao dizer ao conde que seu plano estava "arruinado", recebeu uma reação um tanto quanto inesperada da parte do conde. Além dele dizer que estava correto encorajou Klaus a ir contar a irmã, que estava dormindo. Ao contar a ela, resolveram sair do local, mas no momento que foram pegar Sunny, que deveria estar embalada em alguns lençóis, deram falta da menina, que estava balançando em uma gaiola, no alto da torre da casa do Conde Olaf. Passaram o dia agoniados, sem poder fazer nada, mas Violet construiu um arpão com alguns materiais da casa e subiu na torre, sendo apanhada por um dos capangas do Conde. Alguns minutos depois arrastou Klaus para lá também, e ambos ficaram lá até a hora da peça.
  Quando foram levados para o teatro, Violet teria somente que dizer "sim" e assinar o documento para estar oficialmente casada com o Conde Olaf, que parou a peça para explicar o seu plano maligno a platéia. A Juíza Strauss, que atuou como uma juíza na peça, se sentiu enganada, e o Sr.Poe, que estava na platéia, fez de tudo para o casamento ser anulado. Violet alegou que havia escrito com a mão esquerda, e como era destra, o casamento deveria ser anulado. A Juíza Strauss aceitou o pedido de anulação e ao ouvir os gritos da platéia pedindo pela sua prisão, Conde Olaf e a sua trupe fugiram.